EduQA participou na Futurália com reflexão sobre Inteligência Artificial e educação

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EduQA participou na Futurália com reflexão sobre Inteligência Artificial e educação

“Educar e aprender na era da Inteligência Artificial” foi o tema de uma conferência que contou com a participação da vogal do Conselho Diretivo do EduQA, I.P. - Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, Rebeca Sá Couto, no TECH_EDU, evento paralelo à Futurália, que decorreu na FIL, em Lisboa, entre 11 e 13 de março.

A transição digital do ensino em Portugal foi o foco desta edição da Futurália, a maior feira de ensino e formação profissional do país.

Na sua intervenção, Rebeca Sá Couto procurou enquadrar o debate sobre a inteligência artificial (IA) na questão das desigualdades educativas, defendendo que o principal desafio passa por perceber de que forma esta tecnologia pode contribuir para garantir o acesso de todos os alunos a uma educação de qualidade.

Para ilustrar esta ideia, recorreu à história da Maria e da Joana, duas crianças com diferentes condições socioeconómicas: enquanto Maria tem acesso a ferramentas de IA, Joana não. Neste contexto, a IA funciona como um acelerador da aprendizagem num caso, mas não produz qualquer efeito no outro, o que poderá traduzir-se, no final do percurso escolar, em níveis de desenvolvimento muito distintos.

A responsável acrescentou ainda à narrativa a figura da Professora Luísa, que utiliza ferramentas de IA no processo de ensino-aprendizagem para atenuar estas desigualdades, apontando que este será um dos principais desafios do sistema educativo.

Também o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, que encerrou a conferência, defendeu que a IA é uma tecnologia que os professores não podem ignorar. Alertou para o risco de agravamento das desigualdades caso não seja assegurada a igualdade no acesso, sublinhando ainda a crescente importância das competências digitais no mercado de trabalho.

Fernando Alexandre defendeu igualmente que o recurso à inteligência artificial na administração escolar permitirá otimizar processos e “eliminar as desvantagens de um sistema altamente centralizado”, no âmbito de uma reforma que pretende concluir até ao final de 2027.